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Gestão ambiental cresce entre indústrias brasileiras

A gestão ambiental está cada vez mais integrada ao planejamento empresarial. Em 2007, 75,5% das mais de 1.000 empresas pesquisadas adotaram procedimentos associados à gestão ambiental. A principal motivação foi a necessidade de atender aos regulamentos ambientais, seguido das necessidades de estar em conformidade com a política social da empresa e de atender exigências do processo de licenciamento.

A pesquisa Sondagem Especial sobre Meio Ambiente realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra a opinião do empresariado brasileiro sobre os principais problemas enfrentados pelas indústrias no processo de licenciamento ambiental. A pesquisa teve a participação de 818 empresas de pequeno porte, 438 indústrias de tamanho médio e 235 empresas de grande porte, de todos os Estados brasileiros. As informações foram coletadas no período de 30 de abril a 20 de maio deste ano.

Na comparação entre 2005 e 2007, o item que mais cresceu entre as razões para adoção da gestão ambiental nas empresas foi o atendimento às preocupações ambientais do consumidor, com aumento de 4,5 pontos percentuais.

A Sondagem Especial sobre Meio Ambiente identificou que o percentual de empresas que têm enfrentado problemas no processo de licenciamento contabilizou 79,3% do número de empresas que já fizeram algum tipo de licenciamento ambiental (84% do total pesquisado). Esse resultado significa um aumento de 5,7 pontos percentuais em relação a 2005. Considerando o grupo das empresas de grande porte, este percentual é ainda maior: 83,2%.

Entre os setores industriais, os que mais registraram problemas em relação ao licenciamento ambiental foram: Álcool (100%), Refino de Petróleo (90,9%) e Minerais Não-metálicos (90,1%). Com relação à pesquisa anterior, o maior crescimento foi registrado pelo setor de Equipamentos Hospitalares e de Precisão: em 2005, 54,5% das empresas desse setor relataram ter enfrentado problemas; em 2007, esse percentual subiu para 84,6%.

Os setores de Móveis, Metalurgia Básica e Produtos de Metal também registraram aumento de 16 pontos percentuais ou mais em relação à sondagem anterior. A demora na análise dos processos foi assinalada por 66,9% como o principal problema enfrentado no licenciamento ambiental. Em segundo lugar, destacam-se, com 52% de respostas, os custos com investimentos necessários para atender às exigências ambientais. Em terceiro lugar, foi mencionada a dificuldade de identificar e atender os critérios técnicos exigidos.

Os custos de preparação de estudos e projetos a serem apresentados aos órgãos ambientais, assinalados por 39% das empresas em 2007 e os custos dos investimentos necessários para atender às exigências do órgão ambiental registraram redução quando comparado aos valores registrados em 2005.

O percentual de empresas que enfrentaram problemas na obtenção de licenças ambientais aumentou em todas as regiões, exceto a região Nordeste. No Sudeste, Sul e no Centro-Oeste o aumento percentual foi maior que 5% em comparação à sondagem anterior. Em todas as regiões, a demora na análise nos processos de licenciamento ambiental foi o item citado com maior freqüência. Na região Sul e Norte, merece destaque o problema relacionado aos custos de preparação de estudos e projetos para apresentar ao órgão ambiental foi consideravelmente menos citado se comparado a 2005 (decréscimo de 13,1% e 17,6%, respectivamente).

Os problemas mais freqüentemente citados permaneceram sendo: os requisitos exagerados da regulamentação ambiental (59,9%), seus custos elevados (53,1%) e sua complexidade (50,3%). Verificou-se, também, um aumento no percentual de empresas que identificaram como problema as alterações freqüentes na regulamentação ambiental. Elas passaram de 15,9%, em 2005, para 21,2%, em 2007.

Observa-se ainda entre as empresas de grande porte, que o item ‘aumento da competitividade das exportações’ teve crescimento de 3,3 pontos percentuais em comparação a 2005. Isso pode ser explicado, provavelmente, pela crescente exigência nos quesitos de conformidade ambiental para as exportações brasileiras.

A análise regionalizada mostra que a região Centro-Oeste foi onde o acréscimo na adoção da gestão ambiental entre o período de 2005 e 2007 foi maior: 5,6 pontos percentuais, alcançando 71,2 % das empresas. A Região Norte teve o maior decréscimo neste mesmo período, com uma queda de 5,2 pontos percentuais. O percentual de empresas que declararam adotar a gestão ambiental nesta região foi de 70,5%. A Região Sul se mantém como aquela que possui a maior adesão das empresas à gestão ambiental (79,7%), sem que houvesse variação no período.

Os setores de atividades que se destacaram com o maior número percentual de empresas que realizaram procedimentos gerenciais associados à gestão ambiental, em 2007, foram: Refino de Petróleo (100%), Químico (84,1%), Indústria Extrativa (84,1%), Limpeza e Perfumaria (82,9%) e Alimentos (82,3%). O setor de Vestuário, ao contrário, foi o que apresentou o menor percentual (29,9%).

 Fonte: http://www.aguaonline.com.br/materias.php?id=2352&cid=3&edicao=354  

 

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