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BioFogO COMBUSTÍVEIS

 

INDÚSTRIAS BUSCAM NOVAS FONTES

Alternativas mais baratas e com menos impacto ambiental estão sendo cada vez mais utilizadas

A necessidade de conciliar preservação ambiental e produção em larga escala tem levado as indústrias a procurarem novas fontes de energia baratas e com menos impacto ao meio ambiente. A fabricação do briquete, serragem de madeira compactada com outros compostos vegetais, como palha de arroz, é permitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Este material é utilizado na geração de calor. Além do aproveitamento da serragem de madeira, o produto possui poder calorífico 1,33 vezes(*) superior à lenha e rendimento energético acima de 50 % em comparação à queima da madeira.

O processo de fabricação do briquete foi desenvolvido pelo pesquisador do laboratório de produtos florestais do IBAMA, Waldir Quirino. A idéia de Quirino teve como base procurar a valorização energética dos resíduos que muitas vezes apodrecem sem utilidade. O pesquisador comprovou que 30 quilos de briquete são suficientes para iluminar com energia limpa uma residência que consome 100 kWh/mês luz elétrica de fonte hidráulica.

Em Mato Grosso, a substituição de combustíveis fósseis - carvão mineral e petróleo - pela nova fonte de energia já acontece em algumas indústrias. Há nove anos, a fábrica da Coca-Cola aquece as caldeiras dos esterilizadores de garrafas com o briquete.

Já a unidade das cervejarias Kaiser em Cuiabá realizou um experimento para observar a viabilidade do uso da fonte de energia na empresa. O responsável pelos assuntos corporativos da cervejaria no Estado, João Batista, afirmou que em 2005 a Kaiser vai adaptar as caldeiras, que funcionam com óleo BPF - derivado de petróleo - e passará usar a serragem misturada com a palha de arroz. "A Kaiser pretende adotar o briquete a partir do próximo ano. Mas antes disso, a caldeira precisa sofrer algumas modificações", esclarece.

Um estudo feito pela cervejaria demonstrou que são necessários 67 quilos de vapor para aquecer 100 litros de cerveja. Para atender a essa demanda são necessários 5,82 quilos de óleo BPF ou 13,40 quilos de briquete. A vantagem é que o custo da quantidade de briquete utilizada na experiência foi de R$ 2,55, enquanto o óleo BPF ficou por R$ 5,94. Outro aspecto positivo está relacionado com a geração dos resíduos. A cada tonelada de briquete consumida são gerados 20 quilos de resíduos, pouco prejudiciais ao meio ambiente. Já o óleo derivado de petróleo, nas mesmas condições, gera 45 quilos de resíduos de material poluente.

Fonte: Portal de Negócio TN Brasil (Especial Gazeta Mercantil) - 4.7.2007

(*) variável de acordo com produto (a redação)

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